Cinema Moderno

Durante as décadas de 40 a 60 ocorreu no cinema uma revolução cultural, na qual surgiu filmes com roteiros mais realistas, estética visual quase autoral, ou seja, pessoal de cada diretor, com ângulos de câmera e fotografia inovadora. Foi neste contexto que surge o cinema moderno e diretores dinâmicos como Orson Welles, Claude Chabrol e Stanley Kubrick, que imprimiram um estilo próprio a seus filmes.

Welles inovou a sétima arte ao escrever, dirigir e atuar no clássico Cidadão Kane, filme que proporcionou novos ângulos de câmera, roteiro sem linearidade narrativa, contando a historia do fim para o começo, ou seja, iniciando com a morte do personagem principal, voltando a sua infância até a ascensão, e ao enigma do que seria a palavra “Rosebud”.

Cidadão Kane

Já o diretor Claude Chabrol é considerado o precursor do movimento cinematográfico francês nouvelle vague, que procurou descaracterizar a imagem de uma França romântica e glamorosa, e sim mostrar a de um país arrasado pela guerra, em um cenário rural realista, com personagens decadentes e sem perspectiva de vida, exemplo é o seu filme de estréia “Nas Garras do vicio” de 1958.

 

cena do filme Nas Garras do Vicio

Em 2001- Uma Odisséia no Espaço, o diretor Stanley Kubrick, que já havia realizado produções polemicas como Lolita, filme que trata do tema pedofilia, revolucionou a estética cinematográfica e criou um padrão visual, porém difícil de ser igualado, para o gênero de ficção cientifica, com trilha sonora erudita e efeitos especiais que ate hoje em dia na era digital e 3D nos fascinam pela magnitude e perfeição.

2001 - Uma Odisséia no Espaço, o filme traz como vilão não uma pessoa e sim o computador Hal 9000.

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Samuel Beckett

 

Poucos artistas têm a combinação de versatilidade e genialidade quando se trata da literatura. Um destes expoentes é o dramaturgo e escritor irlandês Samuel Beckett, autor de grande importância na década de 50, que por tal pluralidade em obras e temas, é considerado um dos integrantes do Teatro Do Absurdo (termo empregado para designar autores assim como a evolução do estilo de dramaturgia que tratavam de forma inusitada a realidade).
Com obras que perpassam por prosa, peças (incluindo além de teatro, cinema, televisão e rádio), poesia, ensaios, contos, romances e novelas, e revelam como sua marca registrada a abundância metafórica, teve seu devido reconhecimento ao receber o Prêmio Nobel de Literatura em 1969 (cujo dinheiro rendido foi dividido entre amigos).
Sua produção literária atinge o apogeu no período pós-guerra, fato influenciado,talvez,  por seu auxílio na resistência de Paris ao domínio nazista por aproximadamente um ano. É nessa fase que escreve sua obra mais conhecida no Brasil, a peça “À Espera de Godot”. Beckett teve suas obras traduzidas para mais de 30 línguas, o que justifica seu reconhecimento e originalidade.

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O Gabinete do Dr. Caligari

Lançado em 1920, O Gabinete do Dr. Caligari foi pioneiro no gênero terror ao reunir elementos que se tornaram clássicos, como mortos vivos, assassinatos em série e uma estranha combinação de amor e loucura. Na história, o pequeno vilarejo de Hostenwall é palco da recém-chegada feira itinerante. Nela o hipnotizador Dr. Caligari vê a oportunidade ideal para apresentar ao público seu domínio sobre o sonâmbulo Cesare, uma aberração que ele afirma ter o dom de prever o futuro e, supostamente, estaria adormecido há mais de 20 anos. A atmosfera perturbadora e delirante acompanha o enredo desde o início, mas atinge seu clímax quando um jovem curioso descobre que a macabra série de assassinatos pode estar relacionada com Caligari e seu fantoche.

Para a realização do  longa, o diretor  Wiene utilizou recursos, ate então inéditos, como seqüências em flashback, efeitos especiais, terror psicológico e uma linguagem estética de vanguarda, com percepções distorcidas, cenários desproporcionais de influencia gótica e iluminação com bastante contraste. A interessante mistura entre cinema e artes plásticas que foi feita em O Gabinete do Doutor Caligari, é mérito de vários artistas expressionistas da época, que formavam o grupo “Die Sturm” (“A Tempestade”).

Inaugurando o movimento cinematográfico que ficou conhecido como Expressionismo alemão, o filme vanguardista atingiu em cheio o público intelectual, que até então dava pouca atenção à indústria cinematográfica. Como conseqüência, seu legado se espalhou pelo mundo, influenciando importantes cineastas de Hollywood, como John Huston, criador do cinema noir, Alfred Hitchcock, o mestre do suspense, e Tim Burton, conhecido por suas produções marcadas pelo estilo sombrio.

"Edward Scissorhands", filme dirigido por Tim Burton. Influência da estética expressionista, com maquiagem carregada e cenários distorcidos.

O filme possui uma segunda versão produzida em 2005 com o mesmo titulo, estrelado pelo ator e mímico Doug Jones e dirigido por David Lee Fisher.

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Dica Cultural

Bom, a dica cultural que eu escolhi foi a da Laís, que postou em seu blog http://lorenzonilais.wordpress.com um trecho do musical Gigi. Particularmente, os filmes antigos, principalmente os musicais, transmitem uma espécie de magia e fascínio característicos de uma época em que o cinema hollywoodiano vivia de uma efervescência criativa  e de qualidade, que infelizmente é escassa nos dias de hoje.

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Frank Sinatra

Filho único de um casal de imigrantes italianos, Francis Albert Sinatra, ou Frank Sinatra, nasceu no dia 12 de dezembro de 1915 em New Jersey

Autodidata, Sinatra começou sua carreira musical na adolescência cantando em clubes da região. Nos anos trinta ele se apresentava ao lado dos artistas Harry James e Tommy Dorsey. Na década de quarenta seguiu carreira solo de sucesso, devido ao seu estilo informal e ao mesmo tempo requintado, Frank Sinatra agradou a multidões, tornando-se o primeiro astro da música popular moderna.

Teve êxito também na carreira cinematográfica atuando ao lado de estrelas como Gene Kelly e Rita Hayworth, chegando a ganhar um Oscar pelo filme A Um Passo da Eternidade.

Frank Sinatra e Gene Kelly no filme "Marujos do Amor"

Entre suas gravações de maior sucesso estão “New York, New York”, “Fly me to the Moon”, “My Away” e “Girl of Ipanema”, que gravou ao lado de Tom Jobim devido à admiração que Sinatra tinha pelo músico e pela Bossa Nova.

O “The Voice” morreu em 1998 em decorrência de um ataque cardíaco. Recebeu diversas homenagens póstumas e em sua lápide está escrito “The Best Is Yet to Come”, ou seja, “O melhor está por vir”.

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Duchamp

Marcel Duchamp

Visionário artista francês, Marcel Duchamp foi o  precursor do que conhecemos como arte conceitual, isto é, ele propunha que as obras de arte deixassem de ser “retinianas” e ganhassem um complemento a partir da visão do público.

Na tentativa de expor sua mais célebre obra, a Fonte, Duchamp desenvolveu o “ready-made”, que nada mais é do que acrescentar detalhes ou títulos a objetos comuns e elevá-los ao status de arte. Ele não tinha o objetivo de democratizar a arte, ou seja, de levá-la ao povo, ou transmitir a beleza do cotidiano, ele queria simplesmente fazer com que o espectador pensasse.

O polêmico artista francês que quebrou os paradigmas da arte deixou um legado que influenciou movimentos como o dadaísmo e o surrealismo e, também, uma gama de artistas como Andy Warhol, Joseph Beuys e Ligia Clark. Percebemos que a herança duchampiniana  está fortemente presente no século XXI, no qual a maioria dos artistas não atribui aos seus feitos uma idéia visual propriamente dita e sim um conceito.

Obra de Joseph Beuys.

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Uma música, duas formas de ver.

Aproveitando o assunto literatura moderna, decidi postar um trecho do filme Laranja Mecânica (1971), baseado no livro homônimo de Anthony Burgess. Laranja Mecânica é um dos símbolos literários da modernidade e da alienação pós-industrial do século XX.

Cena do filme dirigido por Stanley Kubrick, intertextualidade com o musical Cantando na Chuva (1952).

Gene Kelly cantando “Singing in the Rain”. Dificilmente depois de assistir a cena de Laranja Mecânica você vera o clássico com a mesma maneira, rs.

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